Qual a diferença essencial entre FINIMP direto e FINIMP indireto?+
FINIMP DIRETO: banco brasileiro capta recurso em moeda estrangeira no exterior e repassa a você. Taxa vinculada à SOFR (ex-Libor) + spread. FINIMP INDIRETO (ou Repasse): banco usa linha em real que já tem, sem captação externa. Taxa em CDI + spread. Direto costuma ser mais barato acima de US$ 100 mil; indireto é mais rápido pra operar em volumes menores.
FINIMP direto é sempre mais barato?+
Em volumes acima de US$ 100 mil, quase sempre sim — SOFR + 3-5% costuma bater CDI + 5-8%. Em volumes menores (US$ 30-80 mil), a estrutura de custo fixo do direto (contrato de câmbio, tarifa de captação, comissões) elimina a vantagem. Nesses casos indireto vence.
Qual é mais burocrático pra montar?+
Direto. Envolve contrato de câmbio, registro no Banco Central via SISBACEN, formalização em duas moedas. Primeira operação leva 25-45 dias. Indireto (repasse) usa contrato em real padronizado — 5 a 20 dias.
Preciso ter conta em USD pra fazer FINIMP direto?+
Não. O desembolso do banco vai direto pro exterior (pro fornecedor). Você só recebe o extrato em real da liquidação futura. Ter conta em USD (no BR ou no exterior) ajuda em hedge cambial e em operações recorrentes, mas não é pré-requisito.
Posso migrar de FINIMP indireto pra direto ao longo do tempo?+
Sim, e é o caminho natural. Empresas costumam começar com indireto (menos burocrático, aprovado rápido) enquanto constroem histórico e volume. Passam pro direto quando o volume anual passa de US$ 500 mil-1 mi. O ganho de custo justifica a burocracia.
Qual banco é mais forte em cada modalidade?+
Direto: Itaú BBA, Bradesco Empresas, Santander Empresas, HSBC, BB Corporate — todos com mesa de câmbio robusta. Indireto: BB, Bradesco, Sicredi, Sicoob, C6 Business, Kavod — mais competitivos em ticket médio (US$ 30-200 mil).